China mantém resistência a chips da Nvidia mesmo após cúpula Trump-Xi em Pequim
Após encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, a China segue priorizando chips nacionais, como os da Huawei, em detrimento dos modelos avançados da Nvidia, como o H200. Apesar da autorização dos EUA para vendas, Pequim não aprovou compras e incentiva a autonomia tecnológica com soluções locais.
Expectativas frustradas após cúpula bilateral
A presença de Jensen Huang, CEO da Nvidia, na comitiva de Donald Trump durante a visita à China gerou expectativas sobre um possível avanço nas negociações para venda de chips de inteligência artificial ao mercado chinês. No entanto, após o encerramento da cúpula entre Trump e Xi Jinping, o cenário permanece incerto. Embora o governo dos EUA tenha autorizado a venda do chip H200 — um dos modelos mais avançados da Nvidia — em dezembro de 2025, as empresas chinesas ainda não receberam aprovação de Pequim para realizar as compras.
China reforça autonomia tecnológica com chips nacionais
Em vez de depender de soluções estrangeiras, o governo chinês tem incentivado empresas locais a adotarem tecnologias desenvolvidas internamente, especialmente as produzidas pela Huawei e outras fabricantes de semicondutores do país. Um exemplo recente foi o anúncio da startup DeepSeek, que otimizou seu modelo mais recente de inteligência artificial para funcionar com chips da Huawei. Esse movimento é visto como um passo estratégico para reduzir a dependência tecnológica dos Estados Unidos. Jensen Huang, CEO da Nvidia, já havia alertado que empresas chinesas de IA tendem a priorizar hardware nacional, limitando a influência americana no setor.
Tema não foi central nas discussões entre EUA e China
Apesar da presença de Huang na cúpula, o tema dos chips da Nvidia não foi prioritário nas negociações entre Trump e Xi. Em entrevista à Bloomberg News, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que a decisão de comprar mais chips da empresa americana cabe exclusivamente à China. Greer também confirmou que os controles de exportação de semicondutores não foram discutidos durante as reuniões. Enquanto isso, a China segue investindo em sua própria indústria de chips, sinalizando uma postura de longo prazo para alcançar autonomia tecnológica.