Tribunal de Apelações Suspende Ordem de Retorno ao Trabalho para Funcionários da Voice of America
Um tribunal de apelações dos EUA suspendeu a ordem de um juiz federal que previa o retorno de funcionários da Voice of America (VOA). A decisão impede a reintegração de mais de 1.000 jornalistas colocados em licença administrativa.
Contexto Judicial e Administrativo
Um painel de três juízes suspendeu uma decisão de 17 de março do Juiz Royce C. Lamberth, que exigia que a U.S. Agency for Global Media (USAGM), agência-mãe da VOA, permitisse o retorno ao trabalho dos mais de 1.000 jornalistas da VOA que foram colocados em licença administrativa no ano passado. A USAGM já havia iniciado o processo de readmissão de cerca de 70 funcionários por semana no mês anterior, conforme relatado pelo New York Times. Um porta-voz da USAGM expressou encorajamento com a decisão e afirmou que a agência continuará a promover a agenda do Presidente Trump sem interrupções. A decisão ocorre após uma série de ordens judiciais relacionadas à VOA, incluindo uma decisão anterior do Juiz Lamberth que considerou ilegal a nomeação de Kari Lake como CEO da USAGM. Lake, que colocou a maior parte da equipe da VOA em licença administrativa no ano passado, permanece como vice-CEO da USAGM. O juiz também ordenou que a USAGM apresentasse um plano de sucessão para a liderança da agência. Trump indicou Sarah B. Rogers para liderar a agência, com Michael Rigas assumindo como CEO interino aguardando a confirmação do Senado. A USAGM também nomeou Christopher Wallace, ex-executivo da Newsmax, como vice-diretor da VOA. As funcionárias da VOA Patsy Widakuswara, Jessica Jerreat e Kate Neeper, cujas ações legais contra Lake levaram às decisões de Lamberth, declararam que estavam cientes de que o caminho seria longo e difícil e que o desenvolvimento atual não as deterá em sua luta para restaurar as operações globais da VOA.