Cientistas descobrem produção de oxigênio no fundo do mar sem luz solar ou fotossíntese
Pesquisadores identificaram nódulos polimetálicos no Oceano Pacífico que geram oxigênio a mais de 4 mil metros de profundidade, desafiando a compreensão tradicional sobre a origem da vida. O fenômeno, chamado de 'oxigênio negro', ocorre por meio de eletricidade natural produzida por 'baterias geológicas'.
Descoberta revolucionária no fundo do mar
Uma equipe de cientistas liderada pelo professor Andrew Sweetman descobriu que o oxigênio é produzido no fundo do Oceano Pacífico sem a necessidade de luz solar ou fotossíntese. A pesquisa, publicada na revista *Nature*, revelou que nódulos polimetálicos localizados na Zona Clarion-Clipperton geram eletricidade suficiente para quebrar moléculas de água por meio de eletrólise. Inicialmente, os pesquisadores acreditaram que os sensores estavam com defeito, mas testes laboratoriais confirmaram que os nódulos possuem uma carga elétrica de até 1,5 volts, capaz de sustentar o processo.
O papel das 'baterias geológicas' na produção de oxigênio
Os nódulos polimetálicos são compostos por metais como cobalto, níquel, cobre e manganês, que se acumulam ao longo de milhões de anos. Esses materiais formam uma espécie de 'bateria galvânica' natural, criando um fluxo de elétrons que permite a produção de oxigênio em ambientes extremos. A descoberta sugere que esses nódulos podem ter desempenhado um papel fundamental na origem da vida na Terra, oferecendo uma nova perspectiva sobre ecossistemas abissais.
Cronologia da descoberta
2013: O professor Andrew Sweetman detecta pela primeira vez níveis anômalos de oxigênio no solo oceânico escuro. Validação em laboratório: Experimentos rigorosos descartam interferência biológica e confirmam a origem geoelétrica do oxigênio. 2026: A comunidade científica internacional reconhece a descoberta das 'pedras elétricas' como uma nova fonte de vida, redefinindo teorias sobre a produção de oxigênio em ambientes sem luz solar.