OTAN anuncia revolução industrial de defesa transatlântica e investe US$ 40 bilhões em expansão militar
Líderes da OTAN reunidos em Ancara anunciaram um plano histórico para quintuplicar o número de operadores de drones até 2027 e investir US$ 40 bilhões em defesa. A cúpula expôs divergências entre Donald Trump e aliados europeus, com o ex-presidente dos EUA ameaçando retirar tropas da Europa e reafirmando interesse na Groenlândia. A Europa busca reduzir dependência dos EUA, enquanto a Ucrânia pressiona por mais sistemas antimísseis Patriot.
Plano de expansão militar e divergências geopolíticas
A cúpula da OTAN em Ancara, realizada em 7 de julho de 2026, marcou um ponto de inflexão na estratégia de defesa da aliança. Os líderes anunciaram um plano para quintuplicar o número de operadores de drones até 2027, com um investimento total de US$ 40 bilhões. O secretário-geral da OTAN destacou a necessidade de transformar o 'zumbido das máquinas em um rugido', em referência à maior corrida armamentista desde o fim da Guerra Fria. A guerra na Ucrânia foi citada como principal motivador para o aumento dos gastos militares, com os países membros respondendo à pressão de Washington e à escalada de conflitos na Europa Oriental.
Tensões entre EUA e Europa
Donald Trump, presente na cúpula, reafirmou críticas à falta de apoio europeu às operações militares dos EUA, incluindo a retaliação contra o Irã. O ex-presidente voltou a ameaçar a retirada de tropas americanas da Europa e reiterou seu interesse em anexar a Groenlândia, território dinamarquês. A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, respondeu categoricamente: 'A Groenlândia não está à venda'. As declarações de Trump expuseram a fragilidade da aliança transatlântica, com a Europa buscando autonomia em sistemas de defesa, como os mísseis Patriot, após recentes bombardeios russos em Kiev evidenciarem a dependência ucraniana de suprimentos ocidentais.
Ucrânia e a corrida por autonomia militar
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, pediu à OTAN o desenvolvimento de capacidade própria em sistemas antimísseis e anunciou conversas com Trump para garantir novos Patriots. A Europa, pela primeira vez desde 1945, assume a responsabilidade por sua segurança, com a aliança investindo US$ 37 bilhões no último ano para ampliar sua indústria de defesa. A cúpula também discutiu a produção local de armamentos, como drones e mísseis, para reduzir a dependência de fornecedores externos e acelerar a resposta a ameaças imediatas.