ASML, gigante europeia de chips, anuncia corte de 1,7 mil cargos e reestruturação gerencial para reduzir burocracia
A ASML, empresa crítica na indústria global de semicondutores, confirmou o corte de 1,7 mil empregos e uma reestruturação interna para simplificar sua hierarquia gerencial. Documentos internos revelam que funções como gerente de departamento, líder de grupo e arquiteto técnico serão reduzidas ou redefinidas. A medida inclui um congelamento de contratações por seis semanas no verão de 2026.
Reestruturação e impacto nos cargos
A ASML, avaliada como a empresa mais valiosa da Europa, anunciou em janeiro de 2026 um plano para cortar 1,7 mil empregos, visando reduzir camadas gerenciais e focar em engenharia. Documentos internos obtidos pelo Business Insider detalham que funções como *department manager*, *group leader* e *chief product owner* deixarão de existir na nova estrutura proposta. Além disso, o número de arquitetos — papéis técnicos seniores responsáveis pela coordenação de projetos — será reduzido, com suas responsabilidades sendo redefinidas para maior clareza. A empresa também confirmou um congelamento de contratações por seis semanas durante o verão de 2026, como parte das medidas de ajuste.
Ajustes regionais e reações internas
Inicialmente, a ASML estimava que 300 cargos nos Estados Unidos seriam afetados, mas documentos atualizados reduziram esse número para 185. A empresa emprega cerca de 44 mil pessoas globalmente. Em uma carta aos funcionários em fevereiro, o CEO Christophe Fouquet reconheceu preocupações sobre as "consequências" da transformação, mas afirmou que a reestruturação criaria aproximadamente 1,4 mil novas vagas em engenharia. Fouquet destacou que a mudança visa atender a reclamações de funcionários e clientes sobre a complexidade e ineficiência da estrutura organizacional atual.