Crise no mercado de trabalho afeta jovens recém-formados nos EUA; graduados enfrentam dificuldades para conseguir emprego
Recém-formados nos Estados Unidos relatam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, mesmo com formação acadêmica sólida e experiência extracurricular. A competição acirrada e a automação de processos seletivos por inteligência artificial agravam a situação, levando muitos a dependerem de apoio financeiro familiar para se manter em grandes centros urbanos como Nova York.
Dificuldades pós-formatura e impacto emocional
Uma jovem recém-formada pela The New School, em Nova York, relata ter enviado cerca de 200 candidaturas para vagas de estágio, nível inicial e temporárias desde maio de 2025, sem sucesso. Com um GPA de 3.9 e participação em atividades extracurriculares, ela esperava ser uma candidata competitiva, mas enfrenta um mercado de trabalho desafiador. A dependência financeira dos pais para pagar aluguel e despesas básicas em Nova York gerou sentimentos de culpa e frustração, apesar de seu histórico acadêmico exemplar. A situação reflete um cenário mais amplo de dificuldades enfrentadas por jovens graduados nos EUA, onde a automação de processos seletivos e a alta competitividade limitam oportunidades.
Mercado de trabalho e automação
A jovem destaca que a automação e a inteligência artificial têm transformado os processos seletivos, tornando-os mais impessoais e competitivos. Mesmo com qualificações acadêmicas e extracurriculares, muitos recém-formados enfrentam rejeições constantes, o que dificulta a independência financeira. A busca por emprego em grandes centros urbanos, como Nova York, torna-se ainda mais desafiadora devido ao alto custo de vida, forçando muitos a dependerem de apoio familiar ou subempregos para se sustentar.