Adolescentes suspeitos de ataques com fogos de artifício em BH e Contagem terão internação solicitada pela Polícia Civil
Dois adolescentes de 15 anos admitiram ter disparado fogos de artifício contra transeuntes, corredores e ciclistas na orla da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, e no bairro Vale das Amendoeiras, em Contagem. A Polícia Civil solicitou a internação dos jovens no sistema socioeducativo por ato infracional análogo ao crime de explosão, alegando risco à integridade física das vítimas.
Detalhes da investigação
A Polícia Civil concluiu as investigações sobre os ataques com fogos de artifício ocorridos em Belo Horizonte e Contagem, na região metropolitana. Dois adolescentes, ambos com 15 anos, foram identificados como responsáveis pelos disparos. Durante os depoimentos, eles alegaram que os atos foram realizados como 'brincadeira' e que não tinham intenção de machucar ninguém, mas assumiram o risco de ferir terceiros. As imagens de segurança mostraram que os fogos foram direcionados diretamente contra pessoas, e não para o alto, o que aumentou o perigo das ações.
Risco e consequências
A delegada Carolina Máximo, responsável pelo caso, destacou que os fogos de artifício utilizados pelos adolescentes tinham potencial para causar lesões graves ou até mesmo a morte. Ela reforçou que os artefatos não devem ser manejados por menores e que os ataques colocaram em risco a vida de corredores, ciclistas e transeuntes. Os jovens foram flagrados em mais de uma ocasião, incluindo um episódio no dia 2 de maio, quando dispararam fogos de dentro de um carro em direção à calçada da Lagoa da Pampulha.
Pedido de internação
A Polícia Civil solicitou à Justiça a internação dos adolescentes no sistema socioeducativo. O pedido foi fundamentado na gravidade dos atos e no risco que representaram para a população. A decisão final sobre a internação caberá ao juiz responsável pelo caso.