Google e Pentágono em Negociação para Uso Militar de IA em Missões Sigilosas
O Google está em negociação com o Pentágono dos Estados Unidos para implementar sua inteligência artificial, Gemini, em missões militares sigilosas. O acordo busca garantir restrições éticas no uso da tecnologia, enquanto o Pentágono busca expandir seu arsenal de IA.
Detalhes da Parceria Proposta
O Departamento de Defesa dos EUA e o Google estão em fase avançada de negociação para uma aliança estratégica voltada ao uso de inteligência artificial (IA) no meio militar. Segundo o site The Information, a parceria visa implementar a tecnologia Gemini em missões sigilosas, com a ressalva de que o uso deve permanecer dentro dos limites legais. O Google propôs cláusulas contratuais para impedir o uso da IA em vigilância em massa de cidadãos americanos e em controle autônomo de armas sem supervisão humana. Até o momento, a companhia não comentou oficialmente o caso. O Pentágono, que informalmente trocou de nome para Departamento de Guerra na atual administração de Donald Trump, afirmou em nota que continua a implementar "recursos de IA de ponta para os combatentes por meio de parcerias sólidas com a indústria".
IA no Meio Militar e Outras Parcerias
O Pentágono tem buscado ativamente a implementação de IA em suas operações, estabelecendo parcerias comerciais com diversas empresas. Além do Google, os Estados Unidos já utilizam recursos da OpenAI, desenvolvedora do ChatGPT. Anteriormente, a parceria com a Anthropic, criadora da IA Claude, foi desfeita após a empresa reclamar de tentativas governamentais de remover restrições para o uso da IA em armas autônomas e monitoramento doméstico, o que levou Trump a encerrar o contrato e considerar sanções contra a Anthropic. Atualmente, o Pentágono está em novas negociações com a Anthropic para a utilização do modelo de linguagem Mythos na área de cibersegurança da instituição.