Flávio Bolsonaro pede adiamento de tarifaço dos EUA e acusa STF e governo Lula de censura em audiência
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, participou de audiência pública nos EUA sobre a proposta de tarifa de 25% em 4,1 mil produtos brasileiros. Ele classificou o momento como 'pior possível' para a medida, alegando que beneficiaria o governo Lula em ano eleitoral. Bolsonaro também criticou o STF e o Executivo por supostas ações de censura contra plataformas digitais, sem origem em leis aprovadas pelo Congresso.
Críticas ao STF e ao governo Lula
Durante pronunciamento em inglês na audiência do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Flávio Bolsonaro afirmou que ordens sigilosas direcionadas a plataformas digitais americanas não partiram do Legislativo brasileiro. Segundo ele, as medidas foram emitidas por ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo governo Lula, via decretos do Executivo e decisões judiciais. Bolsonaro também associou casos de corrupção no Brasil, como o Mensalão e a Lava Jato, a governos do PT, sem mencionar envolvimento de políticos do PL nesses escândalos.
Pedido de adiamento e argumentos contra o tarifaço
Flávio Bolsonaro defendeu o adiamento da aplicação das tarifas, argumentando que o Brasil realizará eleições presidenciais em outubro e que a medida, se implementada, seria difícil de reverter. Ele afirmou que a imposição das tarifas neste momento recompensaria 'os responsáveis pelas ações em questão' e destacou que há 'grandes chances' de mudança no governo brasileiro em janeiro de 2027. Bolsonaro sugeriu que outros instrumentos poderiam ser usados para pressionar o Brasil, em vez de tarifas generalizadas.