Colômbia enfrenta onda de ataques da guerrilha com 21 mortos e 56 feridos em atentado no Cauca
Uma série de 31 ataques atribuídos a dissidentes das FARC deixou ao menos 21 mortos e 56 feridos no sudoeste da Colômbia desde sexta-feira (25). O atentado mais letal ocorreu no departamento do Cauca, onde uma bomba explodiu em uma rodovia. O governo colombiano classificou os atos como 'crimes de guerra' e intensificou operações militares contra o grupo liderado por Iván Mordisco, acusado de financiar-se com tráfico de cocaína.
Contexto e reações
Os ataques ocorrem em meio a um clima de tensão pré-eleitoral, com as eleições gerais marcadas para 31 de maio. O presidente Gustavo Petro, que tentou negociar a paz com grupos armados sem sucesso desde 2022, ordenou o reforço das operações militares e chamou os rebeldes de 'terroristas'. Candidatos presidenciais, incluindo o favorito Iván Cepeda, condenaram a violência, alertando para um 'clima de medo' que pode afetar o pleito. A região do Cauca, conhecida por extensos cultivos de coca, é uma das mais afetadas pela violência guerrillera.
Detalhes do atentado no Cauca
O ataque mais grave aconteceu no sábado (26), quando uma bomba explodiu em uma rodovia do departamento do Cauca, matando 21 pessoas e ferindo outras 56. O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, confirmou o balanço de vítimas e destacou que os ataques são uma resposta a operações militares recentes na região. A facção dissidente das FARC, liderada por Iván Mordisco, é apontada como responsável pelos atentados, que incluem explosões e emboscadas contra forças de segurança.