Rede criminosa com mais de 170 servidores espiona celulares Android em esquema de fraude financeira
Investigação da Hunt.io e do pesquisador NetAskari revela operação de espionagem e fraude financeira contra usuários de Android, com mais de 170 servidores de comando e controle. Criminosos usam malware 'Flying Eagle' para capturar dados sensíveis e roubar dinheiro, distribuindo apps falsos que imitam serviços governamentais e plataformas de streaming.
Infraestrutura e modus operandi da rede criminosa
A rede criminosa identificada opera com mais de 170 servidores de comando e controle, majoritariamente hospedados em Hong Kong. O malware central da operação, denominado 'Flying Eagle', é uma ferramenta de acesso remoto que permite aos atacantes assumir controle quase total dos dispositivos infectados. Entre as funcionalidades exploradas estão a captura de telas em tempo real, registro de teclas digitadas (keylogging), acesso a fotos armazenadas e gravação de áudio. O código-fonte do 'Flying Eagle' foi roubado no início de 2026 e circula em canais do Telegram, onde grupos criminosos vendem versões adaptadas do software e oferecem serviços de lavagem de dinheiro, cobrando até 50% dos valores roubados.
Estratégias de infecção e alvos dos criminosos
Os criminosos utilizam engenharia social para disseminar o malware, criando aplicativos falsos que imitam serviços governamentais de segurança pública, plataformas de streaming, redes sociais e apps financeiros. As vítimas são atraídas por links enviados diretamente ou disponibilizados em sites controlados pelos atacantes. O criador de aplicativos maliciosos usado pelo grupo possui mecanismos de camuflagem para evitar detecção por antivírus, aumentando a eficácia dos golpes.