Polícia prende advogado e madrasta suspeitos de torturar e matar criança de 3 anos no Tocantins
O advogado Igor Veloso e sua companheira, Kathellen Moreira, foram presos pela Polícia Civil do Tocantins sob suspeita de tortura e homicídio do filho de Igor, Gustavo, de 3 anos. Laudo do IML descartou afogamento e apontou agressões graves e violência sexual como causa da morte. Mãe da criança havia registrado ameaças do ex-marido em 2023.
Prisão e investigação
Igor Veloso e Kathellen Moreira foram presos na madrugada de 7 de agosto de 2026, na casa de um amigo na região norte de Palmas, após a Polícia Civil do Tocantins concluir as investigações sobre a morte do menino Gustavo, de 3 anos. O pai havia comunicado à delegacia, no dia 3 de agosto, que o filho teria se afogado em uma piscina no dia anterior, mas o laudo do Instituto Médico Legal (IML) descartou essa versão. Segundo o documento, a criança morreu em decorrência de agressões graves e violência sexual. O delegado Eduardo Menezes afirmou que há indícios de que Kathellen Moreira estava ciente das agressões, já que ocupava um cômodo próximo ao local dos crimes. Ambos podem responder por homicídio duplamente qualificado e tortura.
Histórico de violência e ameaças
A mãe de Gustavo, Sabrina da Silva Feitosa, gravou um vídeo horas antes de a criança ir para a casa do pai, no qual o menino afirmou que apanhava. Além disso, Sabrina registrou ameaças de Igor Veloso em 2023, incluindo um áudio no qual ele diz: 'A sua sorte é que você estava com o menino no colo e tinha muita gente passando na rua. Não vai ter próxima, entendeu? Mas se tiver uma próxima, você não escapa, porque na próxima eu te meto uma bala na cara'. A Justiça determinou as prisões preventivas para garantir a ordem pública e evitar novos episódios de violência.