Meta demite 10% da equipe global e fecha 6 mil vagas para priorizar investimentos em IA
Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, anunciou a demissão de 8 mil funcionários e o fechamento de 6 mil vagas abertas como parte de uma reestruturação para focar em iniciativas de inteligência artificial. A decisão, comunicada pela chief people officer Janelle Gale, visa aumentar a eficiência e compensar os investimentos bilionários em IA, que devem atingir US$ 135 bilhões em 2026. Este é o terceiro corte de pessoal em pouco mais de um ano, totalizando redução de 25% da força de trabalho desde janeiro de 2025.
Detalhes dos cortes e justificativa
A Meta, empresa liderada por Mark Zuckerberg, confirmou em memorando interno a demissão de aproximadamente 10% de sua força de trabalho global, equivalente a 8 mil funcionários. Além disso, a companhia cancelará cerca de 6 mil vagas que estavam em aberto. As demissões começarão em 20 de maio de 2026 e fazem parte de um esforço contínuo para otimizar operações e realocar recursos para projetos de inteligência artificial. Janelle Gale, chief people officer da Meta, destacou que a decisão não foi fácil e envolve a saída de profissionais que contribuíram significativamente para a empresa. "Estamos fazendo isso como parte de nosso esforço contínuo para operar a empresa de forma mais eficiente e permitir que compensemos outros investimentos que estamos realizando", afirmou Gale. A Meta encerrou 2025 com 78.865 funcionários, e os cortes recentes elevam o total de demissões para cerca de 25% da equipe desde janeiro de 2025.
Investimentos em IA e histórico de demissões
A Meta planeja investir US$ 135 bilhões em inteligência artificial em 2026, quase o dobro dos US$ 72 bilhões gastos em 2025. A estratégia de Zuckerberg inclui a substituição de grande parte da força de trabalho humana por soluções baseadas em IA, conforme relatado pelo The New York Times. Este é o terceiro grande corte de pessoal em pouco mais de um ano: em janeiro de 2026, a empresa demitiu 10% da equipe dedicada a projetos de metaverso na unidade Reality Labs, e em janeiro de 2025, outros 5% (3.620 funcionários) foram dispensados sob a justificativa de "remover profissionais de baixo desempenho". Zuckerberg justificou as demissões anteriores afirmando que 2025 seria um "ano intenso" e que a empresa precisava dos "melhores profissionais" em suas equipes. Os cortes recentes refletem uma mudança estratégica agressiva para consolidar a Meta como líder em IA, mesmo diante de críticas sobre o impacto social das demissões em massa.