Pressão das comparações sociais: como evitar impactos na saúde mental e autoestima
A série 'Sobre Nós', do Fantástico, aborda a pressão gerada por comparações sociais e seus efeitos na autoestima. Especialistas destacam que o hábito de se comparar é natural no desenvolvimento humano, mas as redes sociais exacerbam o problema ao expor apenas os 'melhores momentos' das pessoas. A psiquiatra Vera Viveiros Sá alerta para os riscos de medir o crescimento pessoal com base no que é exibido publicamente, ignorando os bastidores da vida alheia.
A naturalização das comparações e seus efeitos
A psiquiatra Vera Viveiros Sá, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que a comparação é um mecanismo inerente ao aprendizado humano. Desde a infância, observamos comportamentos alheios para assimilar regras sociais, como comer ou se comportar em determinadas situações. No entanto, essas mesmas regras sociais impõem expectativas rígidas, como metas profissionais ou pessoais a serem alcançadas em idades específicas, gerando pressão e sentimentos de inadequação quando não atendidas.
Redes sociais e a distorção da realidade
Vera Viveiros Sá destaca que as redes sociais amplificam os impactos negativos das comparações ao exibir apenas os 'melhores momentos' das pessoas, criando uma distorção da realidade. Segundo ela, comparar os 'bastidores' da própria vida — com suas dificuldades e processos de crescimento — com os 'palcos' alheios — onde só o sucesso é mostrado — é uma 'covardia' que sempre resulta em desvantagem para quem se compara. A especialista reforça a importância de valorizar o tempo individual de desenvolvimento, sem se submeter a padrões irreais.