Professores da rede municipal de Belo Horizonte mantêm greve após 22 dias sem acordo
Servidores da educação de Belo Horizonte decidiram, em assembleia realizada nesta terça-feira (19), manter a greve iniciada há 22 dias. A categoria reivindica recomposição salarial, melhorias nas condições de trabalho e a saída da secretária municipal de Educação, Natália Araújo. A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) atendeu apenas seis das oito pautas prioritárias apresentadas pelos grevistas.
Reivindicações e posicionamento da categoria
Os profissionais da educação de Belo Horizonte, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação (SindRede), decidiram manter a greve após assembleia realizada na Praça Afonso Arinos, no Centro da capital mineira. A categoria alega sobrecarga de trabalho, falta de transparência sobre vagas nas escolas e ausência de negociação efetiva por parte da Prefeitura. Entre as principais reivindicações estão a recomposição salarial, com a soma dos índices de 4,1% (proposto pela PBH) e 2,4% (reivindicado pelos servidores), além da criação de um comitê de transição para profissionais terceirizados e alterações na Lei Orgânica do Município (LOMBH).
Resposta da Prefeitura de Belo Horizonte
A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) confirmou a proposta de reajuste salarial de 4,1% para os profissionais da educação, mas não atendeu integralmente às demandas da categoria. Segundo a PBH, o salário inicial dos professores da rede municipal, com carga horária de 22 horas e 30 minutos semanais, já está acima do piso nacional. A administração municipal também informou que encaminhará propostas para a criação de um comitê de transição para profissionais terceirizados e alterações na LOMBH. No entanto, não se manifestou sobre o pedido de exoneração da secretária municipal de Educação, Natália Araújo.