Acusado de incendiar casa e matar três pessoas vai a júri após 12 anos foragido em Mato Grosso do Sul
Julgamento de Adriano Ribeiro Espinosa começa nesta quarta-feira (20) em Campo Grande. Réu é acusado de provocar incêndio criminoso que matou três pessoas e deixou uma sobrevivente em 2014. Crime teria sido motivado por ciúmes, segundo investigação.
Detalhes do crime
Adriano Ribeiro Espinosa é acusado de incendiar uma casa no Jardim Colúmbia, em Campo Grande, no dia do crime. Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), o incêndio foi motivado por ciúmes e resultou na morte de Luciana Ferreira Torres, Daniel Candia e Hélio Queiroz. Edna Rodrigues de Souza foi a única sobrevivente. A investigação revelou que o fogo foi planejado, com participação de um adolescente na compra e distribuição de gasolina dentro da residência. As vítimas não conseguiram escapar a tempo, e duas delas morreram dias depois devido à gravidade das queimaduras.
Fuga e prisão
Adriano Ribeiro Espinosa permaneceu foragido por mais de 12 anos após o crime. Ele foi preso apenas em 2025, na cidade de Maracaju, também em Mato Grosso do Sul. Durante o período em que esteve foragido, imagens de câmeras de segurança e informações coletadas pela Polícia Civil indicaram que o incêndio foi premeditado.
Julgamento
O julgamento pelo Tribunal do Júri começou nesta quarta-feira (20) e deve se estender ao longo do dia. O Ministério Público Estadual será responsável pela acusação, enquanto a Defensoria Pública Estadual atuará na defesa do réu. Estão previstos depoimentos de testemunhas, da sobrevivente Edna Rodrigues de Souza, além da apresentação das provas reunidas durante a investigação.