Gustavo Petro convoca marcha para 1º de maio e defende Assembleia Constituinte na Colômbia
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, convocou uma mobilização nacional para o Dia do Trabalhador, 1º de maio, com o objetivo de promover a criação de uma Assembleia Nacional Constituinte. A proposta visa reformar a Constituição de 1991, não para substituí-la, mas para atualizar e incluir mecanismos que garantam o Estado Social de Direito no país. Petro também busca pressionar o Banco Central colombiano a reduzir a taxa de juros, atualmente em 11,25% ao ano.
Convocação e objetivos da marcha
Gustavo Petro utilizou suas redes sociais para convocar a população colombiana a participar de uma marcha no Dia do Trabalhador, 1º de maio. O presidente destacou que o evento terá como foco a defesa do 'poder cidadão constituinte' e a coleta de assinaturas para pressionar o Congresso a instalar uma Assembleia Nacional Constituinte. As assinaturas coletadas serão entregues ao Legislativo em 20 de julho, data simbólica para o país. Petro enfatizou que a Constituinte não buscará criar uma nova Constituição, mas sim reformar a atual, adicionando artigos que permitam a inclusão de mecanismos bloqueados por setores contrários ao Estado Social de Direito.
Reforma econômica e pressão sobre o Banco Central
Além da reforma constitucional, Petro mencionou que a mobilização também servirá para pressionar o Banco Central da Colômbia a reduzir a taxa de juros, atualmente fixada em 11,25% ao ano. O presidente argumentou que uma das metas da Constituinte seria a 'reforma das instituições econômicas', garantindo uma política anti-inflacionária alinhada ao crescimento econômico e à geração de empregos. Parte da imprensa local interpretou a declaração como uma possível revisão da autonomia do Banco Central, que, segundo a legislação atual, é independente do Poder Executivo.
Contexto eleitoral e reações
A convocação ocorre em meio à campanha eleitoral para a sucessão presidencial na Colômbia, já que Petro não pode concorrer à reeleição. Pesquisas recentes, como a publicada em 9 de abril, indicam um cenário competitivo para as eleições. A proposta de uma Assembleia Constituinte tem gerado debates acalorados, com apoiadores defendendo a necessidade de modernizar a Constituição e críticos alertando para possíveis riscos à estabilidade institucional do país.