Família de Robert Carradine processa UCLA por morte por negligência em unidade psiquiátrica
A família do ator Robert Carradine entrou com uma ação judicial contra os regentes da Universidade da Califórnia por morte por negligência e abuso de idosos. O processo alega que falhas na unidade psiquiátrica da UCLA contribuíram para o suicídio de Carradine, ocorrido 19 horas após sua internação. Documentos apontam que o hospital permitiu que o ator mantivesse um cinto, item proibido em unidades psiquiátricas, e não realizou verificações de segurança a cada 15 minutos.
Falhas na segurança e políticas hospitalares
Segundo o processo, Robert Carradine foi internado em uma unidade psiquiátrica trancada da UCLA com a expectativa de receber tratamento para ansiedade e histórico de tentativas de suicídio. No entanto, a família alega que o hospital violou protocolos básicos de segurança ao permitir que Carradine mantivesse um cinto, descrito como um item que pode ser usado para 'autolesão ou enforcamento'. A política da UCLA lista 'cintos e fivelas' como contrabando em unidades psiquiátricas, mas o formulário de pertences do ator não registrou a remoção do item. Além disso, uma mesa de cabeceira móvel, não padrão na unidade, foi deixada no quarto, aumentando os riscos.
Alegações de negligência e omissão
O documento judicial afirma que a UCLA não cumpriu a exigência de verificar o estado de Carradine a cada 15 minutos, um procedimento padrão para pacientes com ideação suicida. A família argumenta que a morte do ator não ocorreu por falta de conhecimento ou recursos, mas devido a 'atalhos' nas medidas de proteção. O processo destaca que Carradine foi encontrado morto por suicídio 19 horas após a internação, reforçando a gravidade das falhas apontadas.