Historiadora explora a evolução do beijo ao longo dos séculos em novo livro 'The Kiss'
A historiadora Katie Barclay analisa como o beijo, desde saudações entre chefes de Estado até beijos românticos em Hollywood, mudou de significado ao longo da história. O gesto, considerado natural hoje, já foi motivo de surpresa e até alarme em diferentes culturas e épocas, como na Inglaterra do século XV, onde era comum beijar até mesmo desconhecidos.
O beijo como gesto cultural e histórico
Em 'The Kiss', Katie Barclay investiga a trajetória do beijo, desde práticas medievais na Europa até sua representação em filmes românticos. Erasmus, teólogo holandês, registrou em 1499 sua surpresa ao encontrar os ingleses beijando-se em todas as ocasiões, independentemente do gênero. Enquanto na Europa continental o gesto havia sido abandonado por questões de decoro, na Inglaterra ele persistiu como forma de saudação. Barclay destaca que o beijo não é universal e suas interpretações variam conforme o contexto histórico e cultural.
Beijos na política e no entretenimento
O livro aborda o uso do beijo em contextos públicos, como na política, onde líderes beijam bebês para conquistar eleitores, e no cinema, onde o 'beijo para calar' se tornou um clichê romântico. Barclay argumenta que o beijo é um gesto tanto privado quanto público, carregado de significados que vão além da intimidade, incluindo poder, submissão e até mesmo estratégia política.