Homem condenado por homicídio no Maranhão entrega provas de esquema de desvio de verbas a políticos
O condenado Gilbson Cutrim Júnior, que confessou um homicídio em 2022 em São Luís, entregou à Polícia Federal documentos e evidências que podem comprovar um esquema de desvio de dinheiro público envolvendo o governo do Maranhão. Entre as provas entregues estão uma lista de processos, etiquetas de maços de dinheiro e fotos de veículos. O caso gerou tensões políticas, com o governador Carlos Brandão negando as acusações e o ministro Flávio Dino afastando o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), que é sobrinho do governador, para investigar o caso.
Detalhes do esquema
Segundo a defesa de Gilbson Júnior, o esquema envolvia a busca por empresas que possuíam valores a receber de gestões passadas. O acordo consistia em repassar esses valores para a atual gestão em troca de uma porcentagem para os empresários. O executante teria recebido pagamentos mensais em dinheiro vivo para manter silêncio sobre as operações.
Provas entregues à PF
As evidências entregues incluem uma lista manuscrita de processos, uma etiqueta de banco que ajudaria a identificar a origem do dinheiro e registros de comunicações. O objetivo é identificar os responsáveis pelo repasse de valores e a estrutura por trás do esquema de propinas.
Reações políticas
O governador Carlos Brandão classificou as acusações como 'inadmissíveis' e afirmou que o depoimento de um réu confesso não deve ser aceito sem questionamentos. Já o presidente do TCE-MA, Daniel Brandão, afirmou que buscará comprovar sua inocência perante as autoridades.