Governo do Rio exonera 638 servidores comissionados e projeta economia de R$ 10 milhões mensais
O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, publicou exonerações de 638 servidores comissionados em edição extra do Diário Oficial. A medida visa economizar cerca de R$ 10 milhões por mês e faz parte de uma reestruturação administrativa mais ampla. Entre os exonerados, estão servidores que disputaram eleições municipais e não se elegeram, além de cargos considerados 'fantasmas'.
Detalhes das exonerações e impacto financeiro
As exonerações foram divulgadas em duas etapas: 554 servidores foram desligados na quinta-feira (16) e sexta-feira (17), e mais 94 nomes foram publicados na segunda-feira (20). Os cargos atingidos estão vinculados à Secretaria de Governo, Casa Civil e Secretaria de Gabinete do Governador. Segundo o governo, a economia mensal estimada com as demissões é de aproximadamente R$ 10 milhões. Apenas o grupo de 93 exonerados na sexta-feira representa uma redução de cerca de R$ 8 milhões na folha de pagamento.
Reestruturação administrativa e cargos 'fantasmas'
O plano de reestruturação inclui a recriação da Subsecretaria-Geral, vinculada à Casa Civil, que será comandada pelo procurador do estado Sérgio Pimentel. Levantamento interno indica que as pastas envolvidas somam cerca de 4 mil servidores, com previsão de corte de 1,6 mil cargos. Parte das exonerações mira funcionários que não estariam em atividade, conhecidos como 'fantasmas'. Além disso, foram identificados servidores que disputaram eleições para vereador em municípios do interior, não se elegeram e foram designados para funções distantes de suas residências.