Juíza determina que blogueira não tem proteção contra difamação após receber pagamento de Tory Lanez para atacar Megan Thee Stallion
Uma juíza federal da Flórida reverteu decisão anterior e determinou que a blogueira Milagro Gramz não tem direito às proteções legais reservadas a jornalistas em casos de difamação. A decisão ocorre após evidências de que Tory Lanez e seu pai pagaram US$ 2.500 para que Gramz publicasse conteúdo negativo sobre Megan Thee Stallion, incluindo alegações de que a rapper mentiu sobre o tiroteio de 2020.
Contexto do caso
Em dezembro de 2025, um júri decidiu a favor de Megan Thee Stallion (Megan Pete) em um processo por difamação contra Milagro Gramz (Milagro Cooper), acusada de espalhar desinformação sobre a condenação de Tory Lanez (Daystar Peterson) pelo tiro que atingiu Megan no pé em 2020. Inicialmente, o júri considerou Gramz como membro da mídia, o que levou a juíza Cecilia M. Altonaga a anular parcialmente a indenização de US$ 75 mil, pois Megan não cumpriu o processo prévio exigido para ações contra jornalistas. No entanto, novas evidências mostraram que Gramz recebeu pagamentos de Lanez e seu pai para publicar conteúdo difamatório, incluindo deepfakes pornográficos e alegações de que Megan tentou 'enganar os tribunais'.
Decisão judicial
A juíza Altonaga reverteu sua decisão anterior e concluiu que Gramz não é jornalista no contexto deste caso, pois foi contratada por Lanez para disseminar informações falsas. 'Como o registro do julgamento mostra que a ré foi comissionada pelos Petersons para publicar ou transmitir as três declarações difamatórias, o tribunal determina, como questão de direito, que a ré não tinha direito ao aviso prévio', escreveu a juíza. Megan Thee Stallion declarou que a decisão 'é um lembrete de que a verdade importa e, em última análise, prevalece'.