Suprema Corte dos EUA aprova mapa eleitoral pró-Republicanos no Alabama e fragmenta população negra
A Suprema Corte dos Estados Unidos permitiu que o Alabama utilize um mapa eleitoral favorável aos Republicanos, eliminando um dos dois distritos onde eleitores negros são maioria. A decisão beneficia o presidente Donald Trump e seu partido, que buscam manter o controle do Congresso nas eleições de novembro de 2026. Três juízes liberais divergiram da maioria conservadora de 6 a 3.
Contexto e decisão judicial
A Suprema Corte dos EUA suspendeu, na terça-feira (2), uma decisão de um tribunal inferior que havia bloqueado a implementação de um mapa eleitoral pró-Republicanos no Alabama. O mapa em questão remove um distrito onde eleitores negros representam a maioria ou quase maioria, atualmente ocupado por um congressista democrata negro. Os Republicanos do Alabama argumentaram que os eleitores enfrentariam 'danos irreparáveis' se o estado fosse obrigado a usar um mapa alternativo aprovado pelo tribunal inferior, que consideraram manipulado racialmente (gerrymandered).
Repercussões políticas
A decisão da Suprema Corte fortalece a posição dos Republicanos, que defendem maiorias apertadas na Câmara dos Representantes e no Senado nas eleições de meio de mandato de 2026. Os eleitores negros, que geralmente apoiam candidatos democratas, foram fragmentados no novo mapa, o que pode impactar a representação política do grupo. Os três juízes liberais do tribunal divergiram da decisão, destacando a divisão ideológica na corte.
Argumentos e controvérsias
O tribunal inferior havia decidido que o mapa apoiado pelos Republicanos discriminava intencionalmente os eleitores negros, violando a cláusula de proteção igualitária da Constituição dos EUA. Os Republicanos do Alabama, no entanto, alegaram que o mapa proposto por eles atendia aos objetivos legítimos de zoneamento do estado, enquanto o mapa alternativo imposto pelo tribunal inferior não cumpria tais objetivos. A prática de gerrymandering, que envolve a manipulação das fronteiras geográficas dos distritos eleitorais para marginalizar grupos específicos, foi central na disputa.