Hezbollah rejeita negociações diretas com Israel e estabelece cinco condições para diálogo
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que negociações diretas com Israel estão 'fora de questão' e delineou cinco condições essenciais para qualquer diálogo futuro. O grupo libanês reforçou sua postura de resistência e rejeitou a decisão do governo libanês de criminalizar a resistência, enquanto Israel intensifica ordens de evacuação no sul do Líbano.
Condições para negociações e postura do Hezbollah
Nesta segunda-feira (27/04), o líder do Hezbollah, Naim Qassem, declarou que negociações diretas com Israel são 'fora de questão'. Qassem estabeleceu cinco condições que devem ser cumpridas antes de qualquer diálogo: a cessação imediata da agressão israelense por terra, mar e ar; a retirada de Israel dos territórios ocupados; a libertação de prisioneiros; o retorno seguro da população às suas aldeias e cidades; e a reconstrução das áreas afetadas. O Hezbollah também rejeitou a decisão do governo libanês de março, que criminaliza a resistência, e exigiu a anulação dessa medida para permitir um diálogo interno que priorize os interesses do Líbano.
Resistência e confronto com Israel
Qassem reforçou que o Hezbollah não entregará suas armas e continuará a defender o Líbano, independentemente das ameaças israelenses. 'Não retornaremos ao status quo anterior a março; responderemos à agressão israelense e a confrontaremos. Não importa o que o inimigo ameace, não recuaremos, não nos curvaremos, não seremos derrotados', afirmou. O líder destacou que as forças armadas israelenses ficaram surpresas com a capacidade de resistência do grupo, que se mantém preparado para o confronto. Enquanto isso, Israel intensificou ordens de evacuação no sul do Líbano, acusando o Hezbollah de violar o cessar-fogo.