Polícia do Reino Unido enfrenta revolta nacional após algemar jovem esfaqueado com base em falsa acusação de racismo
Vídeo de câmera corporal mostra jovem de 18 anos, Henry Nowak, sendo algemado enquanto agonizava após ser esfaqueado em Southampton. O agressor, Vickrum Digwa, mentiu à polícia alegando ter sido vítima de racismo, o que influenciou a abordagem dos agentes. O caso gerou indignação no país e levou o primeiro-ministro Keir Starmer a exigir respostas sobre a conduta policial.
Detalhes do caso e reações
Imagens de câmera corporal divulgadas nesta terça-feira (2) mostram Henry Nowak, de 18 anos, deitado na rua após ser esfaqueado, dizendo 'Fui esfaqueado' e 'Não consigo respirar', enquanto um policial responde com descrença. Nowak foi algemado e morreu pouco depois, apesar de os agentes terem iniciado reanimação cardiopulmonar (RCP) ao perceberem a gravidade dos ferimentos. O agressor, Vickrum Digwa, de 23 anos, foi condenado à prisão perpétua por mentir à polícia, alegando que Nowak o havia agredido por motivos raciais. O primeiro-ministro Keir Starmer classificou o caso como grave e afirmou que 'questões sérias' precisam ser respondidas sobre a influência de alegações de racismo na abordagem policial. O juiz William Mousley reconheceu que o episódio gerou tensões raciais em todo o Reino Unido.
Investigação e consequências
A polícia de Hampshire emitiu um pedido de desculpas público e informou que um dos policiais envolvidos na abordagem se demitiu, enquanto outros três estão sendo tratados como testemunhas em uma investigação interna. O caso também foi explorado por grupos de extrema direita, como o ex-líder do Brexit, Nigel Farage, que usou o episódio para criticar políticas de segurança e relações raciais no país. A família de Nowak e organizações de direitos civis exigem transparência e mudanças nas práticas policiais para evitar que situações semelhantes se repitam.