Israel defende migração forçada de palestinos de Gaza e reacende polêmica sobre limpeza étnica
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, reafirmou nesta quarta-feira (28/05) o compromisso do governo com um 'programa de migração em larga escala' de palestinos da Faixa de Gaza. Em comunicado oficial, Katz declarou que a medida visa impedir o Hamas de governar a região e será implementada 'no momento certo e da forma correta'. Organizações de direitos humanos acusam Israel de promover limpeza étnica, enquanto o governo israelense nega a alegação, classificando a iniciativa como 'migração voluntária'.
Contexto e reações internacionais
O plano de migração forçada foi inicialmente proposto em meados de 2025, quando Israel criou um departamento dedicado à 'emigração voluntária' de palestinos e flexibilizou restrições de viagem para aqueles que desejassem deixar Gaza permanentemente. Na época, a medida foi duramente criticada por entidades como a Associação para os Direitos Civis em Israel, que acusou o governo de Netanyahu de submeter civis a condições insustentáveis para forçá-los a sair. 'O que o governo está promovendo não é um plano de incentivo à migração voluntária, mas sim de expulsão forçada', afirmou a organização em nota.
Ataque recente e morte de comandante do Hamas
O comunicado do Ministério da Defesa israelense também confirmou a morte de Mohammed Odeh, comandante militar do Hamas, em um ataque recente na Faixa de Gaza. Katz utilizou o episódio para reforçar a justificativa do governo, alegando que a migração em massa é parte de um esforço para desmantelar o controle do Hamas na região. Desde o início da guerra, em outubro de 2023, mais de 36 mil palestinos foram mortos em Gaza, segundo dados do Ministério da Saúde local.