Relatos de experiências de quase morte reacendem debate entre ciência e espiritualidade no Brasil
Pessoas de diferentes perfis relatam sensações semelhantes ao passar por situações de quase morte, como visão fora do corpo, túnel de luz e encontros com parentes falecidos. Cientistas debatem se esses fenômenos são resultado de processos cerebrais ou se há aspectos ainda não explicados pela ciência. Congresso internacional no Porto reuniu especialistas para discutir o tema.
Relatos comuns e sensações recorrentes
Entre os relatos mais frequentes de experiências de quase morte estão a sensação de paz profunda, a visão de um túnel de luz, encontros com parentes já falecidos, uma revisão panorâmica da própria vida e a impressão de estar fora do corpo. Esses fenômenos foram descritos por pessoas que sobreviveram a paradas cardíacas, acidentes graves ou situações extremas. A pedagoga Josivânia, por exemplo, afirmou ter vivenciado três episódios do tipo, incluindo um durante um parto de alto risco, no qual ouviu médicos discutindo seu atestado de óbito enquanto se via fora do corpo. O ex-jogador Oscar, do São Paulo, relatou sensação semelhante após passar mal durante exames médicos, descrevendo sonhos em que 'saía um pouquinho do corpo'.
Debate científico e espiritual
O congresso internacional realizado no Porto, em Portugal, reuniu cientistas para debater as experiências de quase morte. Enquanto parte da comunidade científica atribui esses fenômenos a processos cerebrais em momentos críticos, como a falta de oxigênio ou a liberação de substâncias químicas, outros pesquisadores argumentam que ainda há perguntas sem resposta. O evento buscou explorar a fronteira entre ciência e espiritualidade, analisando relatos como os de Josivânia e Oscar sob diferentes perspectivas. Para alguns especialistas, as experiências podem ser explicadas por mecanismos neurológicos, enquanto outros defendem a necessidade de investigações mais aprofundadas.