NOAA alerta para avanço recorde do El Niño com potencial de intensidade histórica em 2026
O Centro de Previsão Climática (CPC) da NOAA emitiu alerta sobre o surgimento acelerado do El Niño no Pacífico tropical, com 96% de probabilidade de persistir até o inverno. Há dois terços de chance de o fenômeno atingir intensidade forte ou muito forte, podendo se tornar o primeiro 'Super El Niño' desde 2015-2016 e o mais intenso já registrado desde 1950. Modelos computacionais indicam riscos de secas, ondas de calor, chuvas torrenciais e inundações globais.
Impactos globais e previsões
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico tropical, que altera padrões de vento e precipitação em escala global. Segundo a NOAA, a probabilidade de um El Niño forte ou muito forte é de dois em três, com temperaturas oceânicas podendo superar 2°C acima da média — critério para classificação como 'Super El Niño'. Caso confirmado, será o primeiro evento dessa magnitude desde 2015-2016, quando o fenômeno contribuiu para recordes de temperatura global e desastres climáticos, como secas severas na África e inundações na América do Sul. Michelle L’Heureux, cientista do CPC, destacou que o fortalecimento do El Niño dependerá da sincronização entre mudanças atmosféricas e oceânicas. Modelos computacionais sugerem que o fenômeno poderá ser o mais intenso já registrado, superando até mesmo o evento de 2015-2016. Entre os impactos previstos estão o aumento de furacões no Pacífico, secas prolongadas na Austrália e Indonésia, e chuvas excessivas na costa oeste da América do Sul, além de influenciar a temporada de furacões no Atlântico.
Riscos e preparação
A NOAA alertou que o El Niño em desenvolvimento já apresenta sinais preocupantes, como o enfraquecimento dos ventos equatoriais e o acúmulo de água quente nas profundezas do Pacífico equatorial central e oriental. Esses fatores aumentam o risco de eventos climáticos extremos, incluindo ondas de calor recordes, inundações e deslizamentos de terra. Regiões como o Sudeste Asiático e a África Oriental podem enfrentar secas severas, enquanto a América do Sul, especialmente o Peru e o Equador, está em alerta para chuvas torrenciais e enchentes. O fenômeno também tende a elevar as temperaturas globais, agravando os efeitos das mudanças climáticas. Especialistas recomendam que governos e comunidades adotem medidas preventivas, como sistemas de alerta precoce, reforço em infraestruturas críticas e planos de contingência para minimizar danos à agricultura, saúde pública e economia.