Trump ameaça punir OTAN por falta de apoio na guerra contra o Irã e avalia retirada dos EUA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou punir países da OTAN por falta de apoio durante a guerra contra o Irã, avaliando a transferência de tropas americanas e o fechamento de bases militares na Europa. A Casa Branca acusou a aliança de "dar as costas" aos EUA no conflito. Trump também criticou a Groenlândia, chamando-a de "mal administrada".
Medidas punitivas contra países da OTAN
O presidente Donald Trump está considerando medidas para punir países da OTAN considerados "prejudiciais" aos interesses americanos na guerra contra o Irã. Uma das hipóteses envolve a transferência de tropas americanas de nações que não apoiaram a ofensiva para aquelas que o fizeram, como Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia. Além disso, há a possibilidade de fechar uma base militar dos EUA na Europa, possivelmente na Espanha ou na Alemanha. A Espanha impediu o uso de seu espaço aéreo por aviões americanos envolvidos na operação, enquanto a Alemanha criticou a ofensiva no Oriente Médio. Trump já expressou publicamente que os EUA não precisam da aliança e ameaçou retirar o país do tratado, alegando que a OTAN "não fez absolutamente nada" para ajudar os EUA no conflito.
Acusações da Casa Branca à OTAN
A Casa Branca acusou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de ter "dado as costas" aos Estados Unidos durante a guerra contra o Irã. A secretária de imprensa Karoline Leavitt afirmou que a aliança falhou em seu teste e que os EUA, que financiam a defesa da OTAN, não receberam o apoio esperado. O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, teve uma conversa "franca e aberta" com Trump, onde o presidente americano expressou decepção com os aliados europeus. Rutte destacou que a maioria dos países europeus tem colaborado com bases, logística e sobrevoos, mas a administração Trump busca maior participação no financiamento e nas operações militares.
Financiamento e coesão da OTAN
A OTAN, uma aliança militar com mais de 30 países incluindo EUA e nações europeias, tem sido criticada por Trump por suposta falta de apoio financeiro e operacional. Em 2025, os membros da OTAN aprovaram um aumento significativo nos gastos com defesa, com metas estabelecidas até 2035. Autoridades europeias relataram que não foram consultadas sobre os ataques ao Irã antes do início da guerra, o que dificultou a coordenação militar. A reunião entre Trump e Rutte ocorreu em um contexto de tensão, com Rutte buscando utilizar sua relação pessoal com o presidente americano para mitigar as críticas.