Brasileiro relata medo de perder visto nos EUA após demissões em massa na Meta em 2022
Rafa Maximo, ex-funcionário da Meta, compartilha experiência de ter sua vida nos Estados Unidos ameaçada por demissões em massa enquanto estava em um visto L-1, que não permite troca fácil de empregador. Ele alerta sobre os riscos de construir a vida em torno de uma empresa como portador de visto de trabalho.
Mudança para os EUA e dependência do visto L-1
Rafa Maximo, de 38 anos, mudou-se para Miami em 2019 após ser transferido pela Meta (então Facebook) para trabalhar com treinamento de agências de mídia na América Latina. Ele entrou nos EUA com um visto L-1, destinado a transferências internas de empresas, enquanto sua esposa obteve um visto L-2 como dependente. Diferentemente do visto H-1B, o L-1 não permite a troca de empregador sem a solicitação de um novo visto, o que limitava suas opções profissionais fora da Meta. Maximo relata que não se importava com essa restrição na época, pois estava satisfeito com as oportunidades na empresa e planejava focar sua carreira ali. Sua esposa pausou a carreira para se dedicar à mudança, e o casal teve uma filha logo após a relocação.
Medo durante as demissões em massa na Meta
Em novembro de 2022, durante uma viagem de férias ao Brasil, Maximo tomou conhecimento de notícias sobre demissões em massa na Meta. Foi nesse momento que ele percebeu a vulnerabilidade de sua situação como portador de visto L-1. Caso fosse demitido, ele não teria a flexibilidade de trocar de empregador facilmente e enfrentaria o risco de precisar alterar seu status migratório ou retornar ao Brasil. A possibilidade de perder o emprego nunca havia sido uma preocupação até então, mas a dependência do visto L-1 tornou a situação especialmente angustiante. Maximo destaca que, como portador de visto, é arriscado construir toda a vida em torno de uma única empresa, especialmente em um cenário de instabilidade no mercado de trabalho.