PF acusa deputado Marcelo Queiroz de desviar R$ 200 milhões em esquema de fraudes com emendas parlamentares
A Polícia Federal deflagrou a Operação Castratio, acusando o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) de integrar esquema de fraudes, peculato e lavagem de dinheiro. Os contratos fraudulentos, firmados entre 2021 e 2023, somam quase R$ 200 milhões, com R$ 35 milhões já pagos à empresa Consuvet—Soluções em Saúde Animal. A PF alega que o engajamento do parlamentar com a causa animal foi estratégico para obter votos e prestígio.
Detalhes da operação e acusações
A Operação Castratio, autorizada pelo ministro Flávio Dino do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga um esquema de fraudes em licitações envolvendo a contratação da empresa Consuvet—Soluções em Saúde Animal pelo governo do Rio de Janeiro. Segundo a Polícia Federal, o deputado Marcelo Queiroz, que chefiou a secretaria estadual responsável pelos contratos, teria se associado à causa animal como forma de beneficiar-se politicamente. A PF destacou que a Consuvet, constituída em julho de 2021 com capital social de apenas R$ 20 mil, não possuía estrutura compatível com os valores dos contratos, que totalizaram quase R$ 200 milhões. Desse montante, R$ 35 milhões já foram pagos. A investigação também aponta envolvimento de assessores do deputado no esquema.
Defesa do deputado e contexto das licitações
Marcelo Queiroz negou as acusações em nota enviada ao G1 Rio, classificando-as como 'ilações e conjecturas, sem nenhum respaldo em fatos e provas'. O deputado afirmou que todos os contratos durante sua gestão foram assinados a partir de pregões eletrônicos, seguindo os trâmites legais. A defesa ressaltou ainda que o vazamento de um procedimento sigiloso prejudica a lisura das investigações. A Operação Castratio ocorre em um contexto de crescente fiscalização sobre o uso de emendas parlamentares e contratos públicos no Brasil.