Petróleo dispara após troca de ataques entre EUA e Irã e avanço militar de Israel no Líbano
Os preços do petróleo registraram alta superior a US$ 4 por barril nesta segunda-feira (2), impulsionados pela escalada de tensões no Oriente Médio. A troca de ataques entre Estados Unidos e Irã, somada à ofensiva militar de Israel no Líbano contra o Hezbollah, elevou preocupações com a segurança no Estreito de Ormuz, rota crítica para o transporte global de petróleo. O Brent atingiu US$ 95,65, enquanto o WTI alcançou US$ 92,36 por barril.
Contexto dos ataques e impacto no mercado
Os futuros do petróleo Brent e WTI apresentaram alta significativa após uma série de eventos geopolíticos no Oriente Médio. O Brent subiu US$ 4,7 (4,92%), chegando a US$ 95,65 por barril, enquanto o WTI avançou US$ 5 (5,77%), cotado a US$ 92,36. Em maio, ambos os contratos haviam registrado quedas expressivas, de 19% e 17%, respectivamente, as maiores desde março de 2020, devido à redução da demanda durante a pandemia de Covid-19. A retomada dos conflitos reacendeu temores sobre a estabilidade do fornecimento global de petróleo.
Riscos no Estreito de Ormuz e negociações de cessar-fogo
Analistas destacam o aumento das preocupações com a segurança no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo e gás do mundo. O Irã teria lançado minas na região na semana anterior, segundo reportagem da Axios. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, atribuiu o atraso nas negociações diplomáticas à falta de confiança entre as partes. Os Estados Unidos propuseram um plano de 'redução gradual da escalada', mas Israel e o Hezbollah, apoiado pelo Irã, permanecem como pontos críticos para qualquer acordo. O presidente Donald Trump afirmou que uma decisão sobre a extensão do cessar-fogo seria tomada em breve.
Fuga em massa no Líbano e avanço militar israelense
Israel ordenou o avanço de tropas no Líbano, intensificando os combates contra o Hezbollah. A medida provocou uma fuga em massa de civis libaneses, especialmente em Beirute, após avisos de novos ataques. A escalada militar ocorre em meio a negociações mediadas pelos EUA, que buscam um acordo para reduzir as hostilidades. No entanto, a inclusão do Líbano e do Hezbollah nas conversações tem sido um ponto de divergência, com o Irã condicionando qualquer trégua à participação desses atores.