Nova onda de vírus para Android rouba senhas e burlar travas bancárias
Pesquisadores identificaram o avanço de sofisticação de trojans bancários como o ToxicPanda 2.0 e o GoldDigger. O ToxicPanda agora atinge mais de 300 instituições financeiras e plataformas de criptomoedas, utilizando serviços de acessibilidade para capturar dados e simular toques na tela. Já o GoldDigger se disfarça como aplicativos de varejo e viagens para roubar credenciais e realizar transferências automáticas. Especialistas alertam para não conceder permissões de acessibilidade a apps desconhecidos e para evitar o uso de códigos via SMS para autenticação.
Sofisticação no roubo de dados
O vírus ToxicPanda 2.0 passou por uma reformulação técnica que expandiu seu alcance para 16 países e centenas de instituições financeiras. Ele utiliza o serviço de acessibilidade do Android para ler o que é digitado, simular toques e criar camadas visuais invisíveis sobre aplicativos bancários, permitindo que criminosos capturem senhas e PINs sem que o usuário perceba.
Técnicas de disfarce e evasão
O trojan GoldDigger, utilizado por grupos focados em regiões como África do Sul e Reino1, disfarça-se como aplicativos de companhias aéreas e lojas de varejo. Ele cria um ambiente virtual isolado dentro do dispositivo para executar ações maliciosas sem disparar alertas de antivírus tradicionais. Além disso, o ToxicPanda tenta burlar restrições de segurança do sistema, simulando atualizações de software para manter o controle sobre o aparelho.