China transforma missão espacial em 'reality show' para selecionar astronauta que ficará um ano em órbita
A China lançou a missão Shenzhou-23 com três astronautas rumo à estação espacial Tiangong, onde apenas um permanecerá por um ano. A decisão será baseada na adaptação à microgravidade, em preparação para a meta de levar humanos à Lua até 2030. Entre os tripulantes está Lai Kai Yin, a primeira pessoa de Hong Kong a ir ao espaço, em um gesto político de integração da região.
Missão Shenzhou-23 e seleção de astronauta
A missão Shenzhou-23, lançada em 25 de maio de 2026, levou três astronautas à estação espacial chinesa Tiangong. Desses, apenas um permanecerá em órbita por um ano, em uma decisão que lembra um 'reality show' científico. A escolha será baseada na capacidade de adaptação de cada tripulante à microgravidade, um estudo crucial para os planos da China de enviar humanos à Lua até 2030. A viagem até a estação durou cerca de três horas e meia, um tempo significativamente menor do que o usualmente gasto pelos Estados Unidos para chegar à Estação Espacial Internacional (ISS).
Tripulação e simbolismo político
Entre os tripulantes da Shenzhou-23 está Lai Kai Yin, a primeira pessoa de Hong Kong a participar de uma missão espacial chinesa. Sua inclusão é vista como um gesto político de Pequim para reforçar a integração da ex-colônia britânica à China continental, especialmente após anos de tensões e disputas por direitos na região. Outro membro da tripulação é Jang Juan, ex-piloto da Força Aérea chinesa, que passou por treinamentos extremos, incluindo dias isolado em uma caverna sem luz para simular as condições do espaço.
Tecnologia e objetivos estratégicos
A acoplagem da nave à estação Tiangong foi realizada de forma autônoma, sem intervenção humana direta. A missão faz parte do 40º voo do programa espacial tripulado da China e tem como objetivo principal estudar os efeitos médicos da microgravidade no corpo humano, uma etapa estratégica para os planos lunares do país. A estação Tiangong, cujo nome significa 'Palácio Celestial' em mandarim, é um dos pilares da ambição chinesa de se consolidar como uma potência espacial global.