Helicópteros e táxis aéreos testam viabilidade como alternativa de transporte em Nova York durante greve de trens
A greve dos trens de Long Island, em Nova York, deixou milhões de moradores sem opção de transporte, abrindo espaço para empresas como a Blade Urban Air Mobility testarem serviços de helicópteros e táxis aéreos elétricos. A companhia reduziu tarifas para US$ 95 durante a paralisação, buscando atrair novos usuários para seu modelo de mobilidade aérea urbana. O CEO da Blade acredita que a experiência pode popularizar o uso de aeronaves elétricas de decolagem vertical (eVTOL) no futuro.
Greve ferroviária impulsiona demanda por alternativas aéreas
A greve dos trabalhadores da Long Island Rail Road (LIRR), iniciada no sábado (17), paralisou o transporte ferroviário para cerca de 8 milhões de moradores da região, que dependem do serviço para se deslocar até Nova York. Com a interrupção, a Blade Urban Air Mobility viu uma oportunidade para promover seus serviços de helicópteros e, futuramente, táxis aéreos elétricos. A empresa ofereceu passagens a US$ 95 — metade do preço normal — para voos entre Manhattan e o Aeroporto JFK, prometendo um trajeto de apenas cinco minutos, em contraste com mais de uma hora em trânsito congestionado.
Blade aposta em mobilidade aérea urbana como solução de longo prazo
O CEO da Blade, Rob Wiesenthal, destacou que o serviço não é apenas uma resposta emergencial à greve, mas uma estratégia para familiarizar o público com a mobilidade aérea urbana. A empresa planeja expandir sua frota para incluir aeronaves elétricas de decolagem vertical (eVTOL), que operariam com seis rotores e baterias. Wiesenthal argumentou que o congestionamento nas vias de acesso ao JFK representa 70% a 80% do tempo total de viagem por carro, e que a solução aérea pode ser mais eficiente. A Blade já registrou alta demanda durante a greve, com voos esgotados rapidamente, e trabalha para aumentar a capacidade.