Governo registra superávit primário recorde de R$ 25,2 bilhões em abril, impulsionado por alta do petróleo e arrecadação tributária
As contas do governo federal fecharam abril com superávit primário de R$ 25,2 bilhões, o melhor resultado para o mês desde 2022. O desempenho foi impulsionado pela alta do petróleo devido à guerra no Irã e pelo aumento da arrecadação tributária, que superou o crescimento das despesas. O Tesouro Nacional destacou que o conflito no Oriente Médio elevou a receita com royalties e participação especial na venda de óleo, enquanto medidas de aumento de impostos também contribuíram para o resultado.
Fatores que impulsionaram o superávit
O superávit primário de R$ 25,2 bilhões em abril representa uma melhora significativa em relação ao mesmo mês de 2025, quando o resultado positivo foi de R$ 19 bilhões (valor corrigido pela inflação). Segundo o Tesouro Nacional, a alta do petróleo, decorrente da guerra no Irã, foi um dos principais fatores para o aumento da arrecadação federal, com impacto estimado em R$ 8 bilhões mensais. Desse total, R$ 6 bilhões são compensados pela redução de tributos e subsídios concedidos a combustíveis. Além disso, o crescimento da economia brasileira e os aumentos de impostos implementados pelo governo Lula contribuíram para o desempenho positivo das receitas, que superaram o crescimento das despesas.
Contexto econômico e projeções
O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, David Rebelo Athayde, destacou que o superávit registrado em abril reflete uma tendência de melhora nas contas públicas, embora não tenha detalhado o impacto exato da alta do petróleo. A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta um incremento mensal de R$ 8 bilhões na arrecadação devido ao cenário geopolítico, mas parte desse valor é neutralizado por medidas de desoneração tributária. O resultado de abril é o melhor para o mês desde 2022, quando o superávit primário atingiu R$ 34,5 bilhões (corrigido pela inflação).