Banco Central endurece regras do Pix com bloqueio automático e limites noturnos a partir de 23 de abril
O Banco Central implementou novas regras para o Pix a partir de 23 de abril de 2026, visando reduzir fraudes. Usuários que trocarem de celular enfrentarão bloqueios automáticos e validações biométricas. Transações noturnas ficam limitadas a R$ 1 mil, e movimentações suspeitas poderão ser retidas por até 72 horas para análise.
Bloqueio automático e validação biométrica
A partir de 23 de abril de 2026, o Banco Central determinou que instituições financeiras como Caixa, Itaú e Nubank adotem medidas mais rígidas para prevenir fraudes no Pix. Usuários que trocarem de aparelho celular deverão passar por uma validação biométrica facial para destravar o uso do sistema. Em alguns bancos, haverá um período de espera de até 24 horas para liberação completa das transações. Sem essa validação, o limite diário de transferências será reduzido para R$ 1 mil, com transações individuais limitadas a R$ 200.
Bloqueio cautelar e análise de movimentações suspeitas
As novas regras incluem o 'Bloqueio Cautelar', que obriga os bancos a analisar movimentações suspeitas nas contas dos usuários. Caso uma transação seja considerada atípica, os valores envolvidos poderão ser retidos por até 72 horas para verificação. Embora essa medida possa causar inconvenientes, o Banco Central justifica o prazo como necessário para uma análise detalhada e prevenção de fraudes.
Limites noturnos mais rigorosos
Outra mudança significativa é o endurecimento dos limites noturnos para transações via Pix. Entre 20h e 6h, o valor máximo para transferências entre pessoas físicas será de R$ 1 mil. Os usuários, no entanto, poderão ajustar esse limite diretamente nos aplicativos dos bancos, caso necessitem de maior flexibilidade durante o período noturno.