OpenAI e Microsoft revisam acordo de parceria e encerram exclusividade de modelos de IA
A OpenAI anunciou nesta segunda-feira (27) a revisão do acordo de colaboração com a Microsoft, encerrando a exclusividade sobre modelos e produtos de inteligência artificial. As mudanças incluem flexibilização nas cláusulas de licenciamento, participação nos lucros e escolha de provedores de nuvem, mantendo a Azure como principal plataforma, mas permitindo alternativas caso necessário.
Principais mudanças no acordo
O novo acordo entre OpenAI e Microsoft traz alterações significativas na estrutura da parceria. A Microsoft continuará como a principal provedora de serviços de nuvem para a OpenAI, com prioridade para lançamentos na Azure. No entanto, caso a Microsoft não consiga atender à demanda, a OpenAI poderá buscar outros provedores. As licenças sobre modelos e serviços da OpenAI, que antes eram exclusivas para a Microsoft até 2032, agora deixam de ser restritivas. Além disso, a Microsoft não pagará mais participação nos lucros à OpenAI, embora os repasses da OpenAI à Microsoft continuem até 2030, com um limite máximo estabelecido. A Microsoft também mantém sua posição como uma das principais acionistas da OpenAI.
Contexto da parceria
A colaboração entre OpenAI e Microsoft teve início em 2019, com um investimento inicial de US$ 1 bilhão (R$ 4,9 bilhões) por parte da Microsoft. Em 2022, a Microsoft ampliou sua participação com um aporte adicional de US$ 13 bilhões (R$ 64 bilhões). A relação entre as empresas evoluiu ao longo dos anos, mas a complexidade aumentou, especialmente após a diluição da participação da Microsoft em 2025, quando a OpenAI captou novos recursos. A revisão do acordo busca simplificar a parceria, mantendo o foco no desenvolvimento e disseminação de tecnologias de IA.