Projeto Praça Onze Maravilha prevê prédios de até 92 metros e gera polêmica sobre impacto visual no Rio
A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou o projeto Praça Onze Maravilha, que inclui mudanças viárias e urbanísticas no entorno do Sambódromo da Marquês de Sapucaí. A proposta prevê a construção de edifícios com até 92 metros de altura, o equivalente a 30 andares, o que pode bloquear a vista do Largo das Neves, em Santa Teresa. Simulações feitas por arquitetos alertam para o impacto visual na região.
Detalhes do projeto e reações
O projeto Praça Onze Maravilha, desenvolvido pela Prefeitura do Rio de Janeiro, propõe transformações significativas na região do Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Entre as mudanças, destaca-se a construção de prédios com gabarito de até 92 metros de altura, o que corresponde a aproximadamente 30 andares. A proposta inicial sugeria fachadas mais estreitas e alturas variando entre sete e 30 andares, com os edifícios mais altos concentrados ao longo da Avenida Presidente Vargas, evitando a formação de um 'paredão' visual. No entanto, simulações realizadas pelo arquiteto Rodrigo Azevedo, a pedido da coluna de Ancelmo Gois, indicam que a versão atual do projeto pode comprometer a vista do Largo das Neves, em Santa Teresa, que está a 70 metros acima do nível do mar. A preocupação é que os novos edifícios bloqueiem a paisagem histórica da região.
Próximos passos e debates
O projeto ainda precisa ser votado na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. A proposta gerou debates entre urbanistas, arquitetos e moradores, que questionam o impacto das construções na paisagem e na qualidade de vida da região. Enquanto a Prefeitura defende as mudanças como parte de um plano de revitalização urbana, críticos alertam para a necessidade de equilibrar desenvolvimento e preservação do patrimônio visual da cidade.