EUA e Irã encerram negociações de paz no Paquistão sem acordo
O vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, anunciou o fim das negociações com o Irã em Islamabad, Paquistão, sem um acordo. As conversas, que duraram 21 horas, tinham como objetivo principal impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. O Irã confirmou o término das discussões sem consenso.
Fim das Trativas em Islamabad
Representantes dos Estados Unidos e do Irã encerraram as negociações de paz realizadas em Islamabad, Paquistão, na madrugada de domingo, 12 de abril de 2026, sem alcançar um acordo. O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, declarou que a recusa do Irã em aceitar os termos americanos de não desenvolver uma arma nuclear foi o principal ponto de impasse. Vance manteve contato constante com o presidente Donald Trump durante as 21 horas de diálogo de alto nível. A mídia iraniana Tasnim confirmou que as negociações terminaram sem acordo entre as partes. As conversas buscavam o fim da guerra iniciada em 28 de fevereiro. O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, mediou as reuniões, que foram as de mais alto nível entre EUA e Irã desde 1979.
Posição dos EUA e do Irã
J.D. Vance reiterou que o objetivo central dos Estados Unidos é garantir que o Irã não buscará uma arma nuclear ou instrumentos que permitam sua obtenção rápida. O presidente Donald Trump afirmou que, para os EUA, 'não faz diferença' se um acordo for alcançado, declarando que os americanos já venceram e 'derrotaram completamente aquele país'. Trump mencionou esforços para garantir a abertura do Estreito de Ormuz, com navios de guerra americanos passando pela via pela primeira vez desde o início do conflito, uma informação negada pelo Irã. A agência de notícias iraniana Tasnim reportou que as 'exigências excessivas' de Washington dificultaram o progresso, embora tenha havido troca de textos entre as equipes para 'chegar a um quadro comum'. A questão do Estreito de Ormuz é apontada como um ponto de séria divergência, com os EUA iniciando uma missão para limpar minas navais na região.
Contexto e Declarações Adicionais
O papa Leão XIV fez um apelo aos líderes mundiais para acabarem com a 'loucura da guerra', condenando o uso de linguagem religiosa para justificá-la e pedindo diálogo. Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, afirmou que a campanha conjunta com os EUA 'esmagou' os programas nuclear e de mísseis do Irã, além de ter enfraquecido a liderança iraniana e seus aliados. Netanyahu também indicou instruções para iniciar negociações de paz com o Líbano, focadas no desarmamento do Hezbollah, o que foi rejeitado pelo grupo extremista. A guerra no Oriente Médio, iniciada em 2 de março, já causou 2.020 mortes e 6.436 feridos em ataques israelenses ao Líbano, segundo o Ministério da Saúde libanês.