Álbuns de figurinhas da Copa geram resíduos que podem permanecer até 100 anos no meio ambiente
O material protetor das figurinhas, conhecido como liner, é um papel siliconado que, apesar de reciclável, enfrenta baixa reciclabilidade no Brasil devido ao alto custo e complexidade do processo. A maioria desse resíduo acaba se transformando em lixo, com potencial de poluir o meio ambiente por até um século. Especialistas destacam a diferença entre reciclável e reciclabilidade, alertando para a necessidade de descarte correto mesmo com as limitações existentes.
Impacto ambiental dos álbuns de figurinhas
A tradição de colecionar álbuns de figurinhas da Copa do Mundo, apesar de popular, gera um impacto ambiental significativo. O liner, papel siliconado que protege a parte colante das figurinhas, é reciclável, mas sua reciclabilidade é baixa no Brasil. Isso ocorre porque o processo de reciclagem é caro e complexo, com poucas iniciativas no país capazes de realizá-lo. Como resultado, a maior parte desse material acaba se transformando em lixo, podendo permanecer no meio ambiente por até 100 anos. Estima-se que bilhões de figurinhas sejam vendidas a cada Mundial, ampliando o volume de resíduos gerados.
Reciclável vs. reciclabilidade: entenda a diferença
Especialistas explicam que há uma diferença crucial entre um material ser reciclável e ter reciclabilidade. Um material reciclável, como uma garrafa PET, pode ser transformado em novos produtos por meio da reciclagem, reduzindo a necessidade de produção de novos plásticos. Já a reciclabilidade refere-se ao potencial de um material passar pelo processo de reciclagem de forma viável. No caso do liner, apesar de ser reciclável, sua reciclabilidade é baixa devido aos altos custos e à falta de infraestrutura adequada em muitas regiões do Brasil. Mesmo assim, recomenda-se que o material seja descartado no lixo reciclável, pois alguns centros de triagem podem encaminhá-lo para empresas especializadas.