Gal Costa revive em álbum póstumo com show histórico de voz e violão no Teatro Castro Alves
O álbum 'Gal Costa – Ao vivo no Teatro Castro Alves', lançado postumamente em 22 de maio de 2026, registra um show realizado pela cantora em Salvador (BA) em 2003. Com 24 faixas, o disco destaca a voz cristalina de Gal Costa acompanhada pelo violonista Luiz Meira, em um repertório que inclui músicas de Caetano Veloso, Gilberto Gil e clássicos da MPB. A produção é assinada por Marco Mazzola, com masterização de Carlos Freitas.
Contexto e lançamento
O álbum póstumo 'Gal Costa – Ao vivo no Teatro Castro Alves' chega ao mercado fonográfico em 22 de maio de 2026, quase quatro anos após a morte da cantora, ocorrida em 9 de novembro de 2022. O disco registra um show realizado em 22 de maio de 2003, no Teatro Castro Alves, em Salvador (BA), cidade natal de Gal Costa. O projeto, parte da série 'Vozes do Brasil' (mencionado como 'Vozes da MPB' durante a apresentação), foi gravado ao vivo com a cantora acompanhada pelo violonista Luiz Meira. A capa do álbum é assinada pelo artista plástico Omar Salomão, e a produção ficou a cargo de Marco Mazzola, com masterização de Carlos Freitas. O lançamento é uma parceria entre as gravadoras Biscoito Fino e MZA Music.
Repertório e destaque musical
O álbum contém 24 faixas que reproduzem o roteiro do show, iniciando com duas composições de Caetano Veloso: 'Coraçãozinho' (1996), executada a capella, e 'Minha voz, minha vida' (1982). A sequência inclui o samba 'Eu vim da Bahia' (Gilberto Gil, 1965), demonstrando a versatilidade e o suingue característico de Gal Costa. O repertório abrange clássicos da MPB, explorando a profundidade vocal da cantora e a simplicidade elegante do acompanhamento de violão, que ressalta a intimidade e a emoção das performances.
Recepção e legado
Embora o show pudesse ter sido recebido com desdém pela crítica se lançado durante a vida de Gal Costa — por ser considerado um trabalho ocasional e de entressafra —, a ausência da artista confere ao álbum um peso emocional e histórico. A voz luminosa e cristalina de Gal, aliada à produção cuidadosa, transforma o registro em um documento valioso de sua trajetória artística. A obra não apenas celebra a memória da cantora, mas também reforça seu legado como uma das maiores intérpretes da música brasileira.