MP pede julgamento por júri popular no caso de universitária morta em suposto racha em Franca (SP)
O Ministério Público de São Paulo solicitou que o caso da morte da estudante Anna Elisa Ferreira Borges, de 19 anos, seja analisado pela Vara do Júri em Franca. A jovem morreu em março de 2026 após acidente na Avenida Armando Salles de Oliveira. O MP alega indícios de dolo eventual, sugerindo que os envolvidos assumiram o risco de causar a morte.
Detalhes do caso e pedido do Ministério Público
O Ministério Público de São Paulo apresentou manifestação judicial solicitando que o caso da morte da estudante de biomedicina Anna Elisa Ferreira Borges, ocorrida em 29 de março de 2026, seja remetido à Vara do Júri. A jovem faleceu após um acidente na Avenida Armando Salles de Oliveira, no Parque Universitário de Franca (SP). Segundo a Promotoria, há indícios de dolo eventual, uma tese jurídica aplicada quando o acusado não tinha intenção direta de matar, mas assumiu o risco de produzir esse resultado. Até então, o inquérito investigava homicídio culposo na direção de veículo automotor, lesão corporal culposa e participação em competição não autorizada em via pública.
Envolvidos e contestações das defesas
Três homens foram citados no inquérito: Clóvis Eduardo Pinto Ludovice Neto, Rafael Oliveira Peixoto Neves e Luiz Felipe Pimenta Freitas. O MP sustenta que a dinâmica do acidente indica disputa de velocidade em via pública. As defesas dos acusados contestam a existência de racha e argumentam que, se houver responsabilização, o caso deve ser tratado como homicídio culposo. A defesa de Clóvis Ludovice informou que aguardará a posição do Ministério Público para se manifestar juridicamente.
Próximos passos no processo judicial
A decisão sobre o encaminhamento do caso à Vara do Júri cabe agora à Justiça. O pedido do Ministério Público não garante automaticamente que os envolvidos serão julgados pelo tribunal do júri, pois é necessária uma análise judicial que reconheça elementos suficientes para prosseguir nessa competência. O caso segue em tramitação, com a possibilidade de novas manifestações das partes envolvidas.