China e Rússia vetam resolução da ONU para uso da força no Estreito de Ormuz; Irã agradece
China e Rússia vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que autorizava o uso da força para reabrir o Estreito de Ormuz, parcialmente bloqueado pelo Irã. O Irã agradeceu o veto, classificando a decisão como um apoio à Carta da ONU e uma proteção contra a legitimação de ações dos EUA. A resolução propunha "todos os meios defensivos necessários" para proteger a navegação comercial.
O Veto no Conselho de Segurança da ONU
Na terça-feira, 7 de abril de 2026, a China e a Rússia vetaram uma resolução apresentada pelo Bahrein no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A proposta visava autorizar o uso de "todos os meios defensivos necessários" para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, uma área de crescente tensão devido à guerra entre Israel e Estados Unidos contra o Irã. O Irã, através de seu embaixador na ONU, Amir-Saeid Iravani, expressou gratidão à China e à Rússia, afirmando que o veto impediu a aprovação de uma proposta "falha" e evitou o uso indevido do órgão para legitimar a agressão dos EUA. O governo iraniano declarou que as duas nações se posicionaram "do lado certo da história".
Posicionamento de China e Rússia
O embaixador chinês, Fu Cong, declarou que o projeto de resolução "não conseguiu captar as causas profundas e o quadro completo do conflito de forma abrangente e equilibrada", acrescentando que "Esta guerra nunca deveria ter acontecido" e atribuindo a culpa aos Estados Unidos e Israel. A China reafirmou seu respeito pela integridade territorial do Irã e pediu a retomada dos canais diplomáticos. O embaixador da Rússia, Vassily Nebenzia, classificou a abordagem como "fundamentalmente errônea e perigosa", criticando a resolução por apresentar as ações iranianas como a única fonte de tensões regionais e omitir os ataques ilegais dos EUA e Israel. Nebenzia informou que Moscou e Pequim apresentarão em breve uma resolução alternativa, descrita como "concisa, equitativa e equilibrada".
Conflito no Oriente Médio e Jogos Mundiais
Em outro desenvolvimento relacionado ao conflito, o ministro de Esportes do Irã, Ahmad Donyamali, afirmou que a participação do país na Copa do Mundo está "garantida" se a FIFA aceitar a transferência de seus jogos da programação original nos Estados Unidos para o México, como solicitado pela federação de futebol iraniana devido à guerra. O presidente da FIFA, Gianni Infantino, havia declarado anteriormente que o Irã jogaria suas partidas conforme programado nos EUA. Paralelamente, o grupo armado iraquiano Kataib Hezbollah, alinhado ao Irã, anunciou que libertará a jornalista americana Shelly Kittleson, sequestrada uma semana antes em Bagdá.