Mães nos EUA adotam 'licenças infantis' para garantir independência e segurança de filhos em espaços públicos
Kristin Howard, coordenadora de centro de testes e fundadora do 'Going Up', implementou 'licenças infantis' para suas filhas de 8 e 6 anos ao permiti-las circular sozinhas em Chicago. O objetivo era evitar intervenções policiais desnecessárias e promover autonomia desde cedo. As crianças carregavam documentos com o telefone da mãe para casos de abordagem por adultos.
Independência desde a infância
Kristin Howard incentivou a independência de suas filhas desde os 5 e 3 anos, pedindo que realizassem tarefas simples, como buscar correspondências ou comprar ingredientes em uma bodega. Aos 8 e 6 anos, as meninas já caminhavam sozinhas até a escola e usavam transporte público. Howard destacou que seu maior receio não era perigo real, mas a possibilidade de alguém acionar a polícia ao vê-las desacompanhadas, um problema recorrente nos EUA.
O uso das 'licenças infantis'
Durante a pandemia, as filhas de Howard, então com 7 e 5 anos, passaram a frequentar um parque sozinhas, cruzando ruas e percorrendo um quarteirão. Para garantir segurança e evitar mal-entendidos, cada uma carregava uma 'licença infantil' em suas pochetes, contendo a assinatura da mãe e um número de telefone para contato. O documento foi criado com base em modelos da organização *Let Grow*, que defende a autonomia infantil.