Fidji Simo e Dario Amodei discutem potencial da IA na cura de doenças
Fidji Simo, cofundadora da ChronicleBio, concorda com o CEO da Anthropic, Dario Amodei, sobre a necessidade de resultados concretos da IA na medicina. Simo destaca que a inteligência dos modelos deve ser acompanhada pelo desenvolvimento de infraestrutura de dados biológicos para alcançar curas reais.
Infraestrutura de dados como fator determinante
Fidji Simo, ex-executiva da OpenAI e cofundadora da startup biomédica ChronicleBio, afirmou que a inteligência dos modelos de IA sozinha não é suficiente para curar doenças. Simo ressaltou que o principal gargalo é a disponibilidade de dados biológicos adequados, afirmando que a IA não pode 'raciocinar' caminhos para curas sem a base de dados necessária para entender doenças específicas. Ela destacou que o progresso em câncer é mais promissor devido a décadas de investimento em conjuntos de dados em genômica, patologia e imagens.
Alinhamento com a Anthropic
A declaração de Simo ocorreu em resposta a um post de Dario Amodei, CEO da Anthropic, que defendeu a necessidade de laboratórios de IA entregarem avanços concretos para superar o ceticismo do público. Simo concordou que promessas genéricas sobre a IA curar doenças podem ser vistas como clichês ou enganosas, enfatizando que a inteligência do modelo e a infraestrutura biológica precisam escalar simultaneamente para traduzir tecnologia em tratamentos médicos.