Erin Brockovich alerta para impacto de data centers e falta de transparência em comunidades locais
A ativista ambiental Erin Brockovich denunciou a expansão acelerada de data centers de IA em comunidades dos EUA, criticando a falta de transparência e o uso de acordos de confidencialidade (NDAs) que limitam a participação dos moradores. Projetos são apresentados como armazéns ou sem detalhes claros, gerando revolta por possíveis impactos em recursos hídricos, custos de energia e qualidade de vida.
Falta de transparência e revolta comunitária
Erin Brockovich, conhecida por seu ativismo ambiental retratado no filme de 2000, destacou em entrevista ao programa *The Jim Acosta Show* que moradores de cidades onde data centers são propostos sentem-se excluídos das decisões. Segundo ela, projetos são frequentemente apresentados como "armazéns" ou sob sigilo imposto por NDAs, impedindo que líderes locais divulguem detalhes. "Há muita secrecia e NDAs já na fase de proposta", afirmou Brockovich, ressaltando que a falta de transparência alimenta a indignação. Em Utah, por exemplo, um projeto apoiado pelo investidor Kevin O'Leary enfrentou oposição generalizada, levando o governador Spencer Cox a criar um novo "framework" para regulamentar o desenvolvimento desses centros.
Impactos ambientais e econômicos
As preocupações das comunidades incluem o consumo excessivo de água, aumento nos custos de eletricidade e degradação da qualidade de vida. Brockovich enfatizou que os moradores temem que os data centers sobrecarreguem recursos locais sem benefícios claros. Em resposta à pressão, governos estaduais, como o de Utah, começam a estabelecer diretrizes para equilibrar o crescimento tecnológico com as demandas sociais e ambientais.