Venezuela e Colômbia firmam acordos de integração energética e combate ao crime transnacional
Presidentes da Venezuela e Colômbia, Delcy Rodríguez e Gustavo Petro, assinaram acordos para interconexão elétrica e de gás, estímulo ao turismo e combate a gangues criminosas na fronteira. O comércio bilateral atingiu US$ 1,5 bilhão em 2025, apesar do bloqueio econômico à Venezuela. A reunião também abordou substituição de importações e integração alimentar entre os países.
Acordos bilaterais e integração energética
A presidenta interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reuniram-se no Palácio de Miraflores, em Caracas, para avançar em uma agenda binacional focada na interconexão elétrica e de gás, além do estímulo ao turismo. O encontro marcou a retomada de relações diplomáticas após sete anos de ruptura, impulsionada pela eleição de Petro em 2022. O comércio bilateral, que havia caído para níveis críticos, registrou US$ 1,5 bilhão em 2025, mesmo sob o bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos à Venezuela. Rodríguez destacou a importância de substituir importações entre os dois países, aproveitando produtos locais. "Pensar como um só povo, um único país, reconectando-se para o desenvolvimento compartilhado", afirmou. A interconexão elétrica no oeste da Venezuela, afetada por desinvestimentos devido a sanções, foi priorizada, junto com a exportação de gás venezuelano para a Colômbia e projetos conjuntos para fornecimento a terceiros países.
Combate ao crime e solidariedade
A agenda também incluiu o combate a gangues criminosas e ao crime transnacional na fronteira compartilhada. Rodríguez agradeceu a Petro pela solidariedade demonstrada após o ataque de 3 de janeiro, que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. "Uma abordagem séria e em parceria é crucial para enfrentar esses desafios", enfatizou a presidenta interina.