Surto de Ebola no Congo e Uganda acende alerta global; OMS declara emergência internacional
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de preocupação internacional após novo surto de Ebola causado pela cepa Bundibugyo no Congo e Uganda. Até 19 de maio de 2026, foram registrados 536 casos suspeitos, 105 prováveis, 34 confirmados e 134 mortes no Congo, além de dois casos confirmados e uma morte no Uganda. Especialistas alertam para a ausência de vacinas ou tratamentos específicos para essa cepa, aumentando a gravidade da situação.
Detalhes do surto e disseminação
O surto de Ebola foi identificado inicialmente na província de Ituri, no nordeste da República Democrática do Congo, no dia 15 de maio de 2026. Em menos de 48 horas, dois casos confirmados, sem ligação aparente entre si, foram detectados em Kampala, Uganda, em pessoas que viajavam do Congo. A cepa responsável pelo surto é a Bundibugyo, para a qual não existem vacinas ou tratamentos específicos aprovados, ao contrário da cepa Ebola-Zaire, que já possui imunizantes disponíveis. Até o dia 19 de maio, o Congo acumulava 536 casos suspeitos, 105 prováveis, 34 confirmados e 134 mortes, enquanto o Uganda registrava dois casos confirmados e uma morte.
Risco de disseminação global e medidas de vigilância
A OMS declarou emergência de saúde pública de preocupação internacional em 17 de maio de 2026, destacando a necessidade de reforçar mecanismos de vigilância global para conter a disseminação do vírus. Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), afirmou que o risco de o Ebola chegar ao Brasil existe, mas é considerado improvável no momento. Segundo Bravo, o risco é mundial e não exclusivo ao Brasil, mas a declaração de emergência visa preparar os países para agir preventivamente. André Bon, coordenador de infectologia do Hospital Brasília, reforçou que a situação ainda está concentrada em dois países, mas exige atenção redobrada das autoridades sanitárias.