Zélia Duncan lança 'Agudo grave', álbum autoral que consolida evolução artística após 45 anos de carreira
Zélia Duncan apresenta seu 15º álbum de estúdio, 'Agudo grave', com dez faixas inéditas e uma regravação de Itamar Assumpção. Produzido por Maria Beraldo, o trabalho marca uma evolução sonora com arranjos que equilibram fricção e continuidade em sua discografia, destacando-se pela conexão entre as artistas e a engenharia de som de Tó Brandileone.
Produção e arranjos inovadores
O álbum 'Agudo grave' foi gravado entre setembro de 2025 e janeiro de 2026 no Estúdio do Tó, em São Paulo, sob a produção musical e arranjos de Maria Beraldo. A parceria entre Zélia Duncan e Beraldo resultou em uma sonoridade que preserva a essência do cancioneiro da artista, mas introduz elementos de desestruturação criativa. A direção artística de Zélia e a engenharia de som de Tó Brandileone garantiram um resultado coeso, com destaque para os violões executados por Beraldo e Brandileone, que reforçam a identidade folk do trabalho. A faixa 'Maravilha disforme', composta em parceria com Lenine, exemplifica a abordagem paradoxal do álbum, com versos como 'O belo que apavora' e 'O afago que só corta'.
Influências e legado
Zélia Duncan, cuja carreira se estende por 45 anos, mantém influências claras de artistas como Joni Mitchell, consolidando-se como uma das principais vozes do folk brasileiro. 'Agudo grave' não representa uma ruptura radical, mas sim uma evolução natural, com fricções sonoras que enriquecem sua discografia. O álbum inclui ainda uma regravação de 'Dor elegante', de Itamar Assumpção (1949–2003), reforçando o diálogo com a tradição da música brasileira. A participação de Lenine como coautor e convidado em 'Maravilha disforme' adiciona camadas de profundidade ao projeto, que foi lançado em 14 de maio de 2026.